segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Cap. 9 - Dear Angel

Dias Atuais

“O menino nunca mais chorou e nunca mais se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir e que ser amado é ser destruído.”- (Cidade dos Ossos)





Não me virei. Continuei a andar mais rápido para meu lugar. Mas então senti uma mão segurar meu pulso. É agora. Respira. Meu deus. Eu estou sem ar, eu estou sem ar...
Eu vou morrer. Socorro. 

- Me solta. –Dei um gritinho histérico. – 

Virei-me, agora era a hora da verdade. Com o coração martelando no meu peito, vi que não era o menininho de 13 anos que eu era perdidamente apaixonada, e sim o carinha do avião. É, ótimo, agora estou tento até ilusões. 

- Pode se sentar? O comandante vai dar um aviso importante. 

- C-claro. –gaguejei. – 

Eu estou mal. Respirei fundo. Mas eu ainda me sentia observada. E não era pelo carinha do avião. Fui para meu lugar. Justin ? Eu estava doida. Eu nunca mais o veria. E se sim, eu o reconheceria? Passaram-se 12 anos... 
Fora que eu não sei qual seria minha reação. Acho que raiva. Raiva por ter me deixado sem nem dizer adeus. Por ter sido um covarde. Por ter deixado uma ferida no meu coração que nunca mais se cicatrizaria. Logo o comandante falou: 

- Teremos que aterrissar na ilha mais próxima. Estamos com algum problema no avião, que resolveremos logo. Para não causar nada, pararemos na ilha. Obrigada. 

Logo fiquei com falta de ar. Meu deus. Vamos ficar no meio de uma ilha do meio do nada. Que nem Lost. Que nem vôo 99. Minha cabeça estava girando. Eu não quero morrer. O avião vai cair. É isso. Acabou tudo. 

-Eu não quero morrer, eu não quero morrer... 

Fiquei repetindo até que o gorducho ao meu lado acordou aleluia irmãos! Ele viu como eu estava e chamou a aeromoça para me socorrer. Até que ele não é tão inútil assim. Valeu Baleica.

A aeromoça disse que era para eu me acalmar que tudo estava sob controle, quase mandei ela tomar no cú. Mas me controlei. O avião deu uma decida e depois uma subida, me fazendo ter um ataque cardíaco. Ok, quase. Comecei a chorar. É isso ai. Eu choro que nem um bebê quando fico nervosa. O gordinho ao meu lado também estava assustado. Aeromoça pediu para eu me sentar em outro lugar, lá no fundo, pois o pessoal da frente estava reclamando da minha choradeira. Desculpa se eu tenho amor a minha vida. Tinha só um único lugar, lá no fundo do avião, tinha um menino que aparentava ter a minha idade. Ele estava de óculos escuros, escutava musica, calça Jeans, blusa preta básica. Gato. Bem gato.
Na verdade, muito gato. Pegava fácil, fácil...
Ok, chega. 

Eu chorava compulsivamente, não que eu não estivesse com vergonha, eu estava, mais meu medo de morrer era maior. Por isso não liguei quando o gatinho do meu lado ficou me encarando de boca aberta. Eu estava com uma mão no coração e outra tirando o cabelo da minha cara. Quando eu choro, eu coloco uma mão no coração, pois parece que eu estou amenizando a dor, faço isso desde pequena, não liguem. Eu devia estar linda, maquiagemborrada, cara inchada, vermelha que nem um pimentão. Vai ver é por isso o gatinho tá paralisado me olhando, deve estar me achando pirada. Não que eu ligue, porque eu não ligo.
Ok, só um pouquinho.

O menino ainda me encarava de boca aberta. Tá, isso já está ficando chato...
Senti o avião descendo, e dei outro grito. É agora. Eu não quero morrer, eu sou muito nova ainda. EU NÃO QUERO MORRER. 

- Você não vai morrer. –Disse o garoto ao meu lado. – 

Sua voz era calma e rouca, era bem... sexy. Mas não foi isso que me chamou atenção, a voz dele era familiar... Era bem familiar. Familiar demais.
Mas eu não me lembrava da onde eu conhecia. Merda de memória. E droga, eu gritei a ultima parte? Pensar alto é tão bleh. 

- Eu vou, eu vou morrer sim. Eu tinha tantos sonhos... Tantas coisas não resolvidas, eu não posso morrer, entende? Ainda nem acabei de pagar meu celular. –Tremi. – 

Quando eu tremo não é nada bom. Pois isso significa que eu estou entrando em pânico. E quando eu entro em pânico... vish. 

- Eu não quero morrer. –murmurei. – 

- Não vou deixar nada acontecer com você, fique calma. 

Senti minha garganta fechando e minha visão embaçada. Não ouvia mais nada. Só o som do meu coração. Falta de ar. Eu estou com falta de ar. Senti o avião descer mais, mas não gritei, estava mais ocupada tentando achar ar. AR PRECISO DE AR. Oxigênio. Preciso de oxigênio. Isso já aconteceu comigo, não nessa mesma situação, obvio. Foi quando eu descobri que minha mãe tinha morrido. Eu entrei em pânico, pois sabia que minha vida tinha acabado ali. Sabia que minha felicidade tinha morrido com ela. Logo depois entrei em depressão pela segunda vez. Foi um período difícil. Consegui ver o garoto ao meu lado, tudo borrado, mas vi que ele estava gritando algo, não parecia ser comigo, ele estava em pânico também. Mas não por ele, mas parecia que estava em pânico por mim, o que era estranho sendo que nos conhecemos sei lá, agora? Voltou sua atenção para mim. Segurou meu rosto com uma de suas mãos e ual, macias.
Enfim, seu toque despertou algo em mim. Vi minha visão clarear de novo e o ar voltar. Isso foi estranho. Respirei fundo, tentando pegar mais ar. E consegui. Meu coração ainda estava acelerado, mas eu já respirava. O garoto ao perceber isso, pareceu mais aliviado. Vi seus olhos brilhando por trás dos óculos.

- Você está bem, (Sn)?

- S-sim. 

Mas espera... 

- Como sabe meu nome?  Eu nem te falei. 

- V-você disse enquanto estava com falta de ar. –Gaguejou- 

Eu não acredite, mas eu estava tão cansada, e ainda com medo de ficar na ilha, que assenti.
A aeromoça me entregou um copo de água, e eu bebi de uma vez só. 

- Já estamos pousados na ilha, podem sair se quiserem. 

Assenti com a cabeça. Percebi que algumas pessoas saiam. Outras ainda estavam sentadas que nem nós.
O menino ao meu lado me olhava com ansiedade. Parecia que ele esperava alguma coisa de mim.
Eu só não sabia exatamente o que. 

- Você vai descer? –Decidi puxar assunto. – 

- Só se você descer. 

Tá, você é gatinho, mas vai com calma... 
Acho que ele percebeu minha reação e corrigiu rapidamente. 

- É que você é a única pessoa que eu conheço, quer dizer, mais ou menos, você me entendeu... –Falou tão rápido que mal entendi. – 

Na verdade, eu não entendi não. Mas assenti, não queria ser mal educada. Ainda mais com um gato desses. 

- Tudo bem. –Sorri fraco. – Vamos descer, então? 

Ele assentiu e eu levantei primeiro, e ele logo depois. Limpei meu rosto, que ainda estava molhado pelas lagrimas. Sai e fazia um calor do cão, lá fora. Quis voltar de novo para o avião, mas o menino já estava do meu lado, e eu não o faria voltar tudo só porque eu sou um pouco mimada. 

-Como é seu nome?

Ele pareceu desapontado com a pergunta. Pareceu até sentir dor ao ouvir a pergunta. O que me fez ficar desconfiada. Qual é a desse cara? 

- Ér... –ele pensou um pouco. - Derek Smith. 

- Prazer, (Sn) Fray. 

- É um prazer conhecê-la também. . –Sorriu de lado. – 

E sei lá, aquele sorriso me fez sorrir automaticamente também. Preciso me controlar. Eu achei estranho, parecia que eu o conhecia há anos. Mas ao mesmo tempo não.
Seu sorriso era lindo, mas ao mesmo tempo triste. Eu não sabia o porquê. Ele era murcho. Mas mesmo assim era bonito. Isso é possível? Parece que sim. Não conseguia ver seus olhos muito bem, pois as lentes dos óculos eram escuras. 

- Está melhor? –Perguntou me olhando com atenção. – 

- Sim, não ligue, eu tenho medo de altura, tanto quanto de aranhas. 

Ele quis sorrir quando eu falei isso. Tive certeza. Nem precisei olhar para saber disso. 

- Não ri, ok? Parece bobo, mas não é... Aranhas são perigosas. 

- Não, eu sei. Eu tinha uma amiga que também morria de medo de aranhas. Na verdade, era minha melhor amiga. 

- Oh, eu a entendo. 

Ele deu outro sorriso de lado. 

- É, eu tenho certeza que sim. 

A ilha era pequena, não tão pequena, parecia que tinha coisas por trás daquele mato. Não seria eu que ia checar. Pode apostar, essa seria a ultima coisa que eu faria. O avião estava na praia, onde nós estávamos. Algumas pessoas tentavam achar sinal, outras estavam sentadas na areia, calmos. Outros reclamavam com o piloto. Eu estava em pé, sem saber o que fazer. Nunca passei por uma situação dessas. Eu não gostava de avião, depois que aconteceu isso, agora eu odiava.
Eu não sentia medo de navio, mas eu morria de medo de avião. Vai entender. Eu só uso o avião quando não tenho outra opção. Minhas amigas achavam bobo meu medo, falavam que já estava provado que é mais seguro andar de avião do que sair na rua. Até parece. Estou vendo. Pesquisa fajuta. Derek olhou para meu pescoço, e ficou decepcionado quando viu que não tinha nada. Decepcionado era pouco, parecia que está sofrendo. Ele é bem estranho... Ainda bem que é bonito. 

- Vamos se sentar? –Ele disse. – 

- Vamos. 

Andamos e nos encostamo-nos a arvore que tinha ali perto. Estava começando a escurecer, o que não era nada bom. Só queria ir para casa. 

- Parece que não vamos sair daqui tão cedo. –Disse Derek . 

- Eu quero ir para casa logo. –Choraminguei. – 

- Mora onde? 

- Em Londres. Quer dizer, Nova York, mas vou passar um tempo em Londres. E você? 

Ele pareceu surpreso ao ouvir que eu morava em Nova York. Logo respondeu minha pergunta. 

- Moro no Canadá. 

- Já ouvi falar muito bem de lá. 

- É maneiro. –Deu de ombros. – Vou passar um tempo também em Londres. 

- Legal. Já foi lá? 

- Eu morei lá quando era pequeno. –Me deu um olhar intenso. – 

- Eu também. Vai ver a gente se conheceu e nem se lembra. –brinquei. – 

- É, vai ver é isso mesmo. –Sorriu torto. – 

É, acho que acabou o assunto. Depois disso ele ficou quieto e eu também. Droga. Odeio silencio. Ele me constrange. Sentia Derek me observando. Eu sentia isso. Sentia seus olhos em mim, mas não de uma forma maliciosa e sim carinhosa, era como se eu fosse algo precioso que ele perdeu no passado e agora, finalmente, reencontrou. Vai entender. Olhei para ele com o canto do olho, para eu pegar ele no flagra, e então ele ficar com vergonha e parar de me encarar.
Mas isso não aconteceu. Só uma parte. Eu o peguei no flagra. Mas ele não ficou envergonhado, nem parou de me encarar. No final quem ficou com vergonha fui eu. Sempre me ferro.

- There's a dream, That I've been chasing, Want so badly for it to be reality, And when you hold my hand, Then I understand, That it's meant to be 

Ele cantarolou. Era uma letra bonita. Mas nunca tinha ouvido ela antes. Estranhei, uma musica dessas devia ser conhecida. Ele agora não me encarava mais, ele olhava para o céu, que já estava escurecendo. Seus olhos estavam fechados e o vento batia em seu rosto. Ainda usava seus óculos. Continuou a cantarolar.

- It's like an angel came by, and took me to heaven, like you took me to heaven girl, Cuz when I stare in your eyes, It couldn't be better, I don't want you to go, oh no soo 

Aposto o Martin (mesmo que não tenha mais ele) e Bubble (meu novo celular) que meus olhos deveriam estar brilhando. O menino podia ser um pouco estranho, mas ninguém podia falar que ele não tinha talento.

- So let the music it blast, We gon' do our dance, Praise the doubters on, They don't matter at all, Cuz this life's too long, And this love's too strong, So baby know for sure, That I'll never let you go… 

Ninguém mesmo. A letra me tocou de uma forma que eu não saberia explicar se alguém me perguntasse. Ele balançava a cabeça de vagar, no ritmo da musica. Sua voz era mágica. Acalmava qualquer pessoa. Inclusive eu. Não me importava mais se estava presa em uma ilha por sei lá quanto tempo, contanto que eu ouvisse sua voz.
Ele parou de cantar e parou de olhar para o céu. Olhou para mim de novo e sorriu. Era engraçado, porque ele não sorria abertamente, só de lado. Mas era um sorriso lindo assim mesmo. E eu ainda, juro, que vou fazê-lo sorrir abertamente. Que diabos eu estou falando? Assim que saímos daqui, nunca mais vou ver ele. 

- Você tem talento. 

- Obrigada. –Disse envergonhado. – 

Ai que bonitinho, ele está vermelho. Tá muito vermelhinho. Parecendo um tomate. Acho que vou morder ele. Uma das coisas que eu acho mais fofas no mundo são pessoas envergonhadas, da vontade de morder. Sério. 

- Você tem muito talento. Sério, eu não sou de elogiar qualquer um não, viu? Você não tá entendendo... sua voz... ela... meu deus, é perfeita

Eu não parava de falar, agora que comecei não vou parar tão cedo, não. Ele me olhava com seu típico sorriso de canto, mas não dizia nada. 

- Quer dizer, ual, você que compôs essa musica? Porque ela é maravilhosa. Mesmo se não tenha sido você, ficou perfeita na sua voz. Você é cantor ou algo do tipo? Porque se não, você pode ser e... 

- Obrigada. –Ele disse meigo. – Eu fico feliz em estar sendo elogiado, principalmente por você. 

Derek safadinho. Já dando em cima de mim? E se eu tivesse namorado? Mas eu não tenho. Ri envergonhada e olhei para outro lado. 

- Só estava falando a verdade. 

Quando voltei a encarar Derek, ele não olhava mais para mim. Observei seus braços e ele tinha bastante tatuagem no braço esquerdo, devo dizer. Mas tinha uma, que me chamou a atenção.
Era uma pequena e simples. Era um pouco abaixo da manga de sua camisa, um pouco isolada das outras, como se fosse especial. Apenas com cinco letrinhas que fizeram meu coração disparar.
Estava escrito “Angel.” 

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Demorei, mas cheguei! Enfim...
Sacaram, né? kspaksopska E ai, gente bonita. Gostaram? sim? não? 
Mas enfim, EU PASSEI DIRETO, SEM RECUPERAÇÃO, UHULLLLL
TO MUITO FELIZ! E como estou de bom humor, vou colocar spoiler do capitulo 10, aproveitem...

"Todas as minhas lembranças, todos os meus melhores momentos, eram com ele. Ficava meio difícil esquecê-lo. E eu... Bom, eu não queria esquecê-lo. Eu não queria apagar tudo da minha mente, eu não queria superar, pois por bem ou por mal, as memórias eram a única coisa que eu tinha dele. Era o único meio de eu ficar mais perto dele.''

É isso ai, espero que tenham gostado e até a próxima gatinhas ;) 

Respostas dos comentários--> yes, aqui mesmo!
Já viram o trailer de D.A? Se não --> aqui
E se quiserem entrar em contato comigo --> twitter

bj 


7 comentários:

  1. AHHHHHHHHHHHH COMO VC FAZ ISSO COMIGO MULHER?! VOU TE SEQUESTRAR TA BOM?! CONTINUA LOGO ANTES QUE EU MORRA

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    1. AAAAAAAAAAAAAA linda <3 ahuahauh
      tá bom! E continuei, Anjo. Espero que goste ;)
      Obrigada por sempre comentar, viu?
      bjs <3

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  2. CARACAS
    BIA
    MANO NEM SEI O QUE DIZER
    AI MEU DEUS ELE TA ALI!
    Tipo, ela é tonga ou? ela confundiu ele com o piloto mas não sabe que é ele agr? scr
    mano mano, comassim eu preciso saber onde ele estava aaaaaaaaaaaaaaaa
    e eu amo essa menina serio kkkkkkkkk ela é mt engra e vd kkkkkkkkkkkkk scr scrr
    Preciso de mais serio preciso de mais agr!
    continue continue essa perfeição <333

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    1. SIM, ELE ESTÁ! HAHA DEMOROU, MAS CHEGOU!
      Ela é um pouco tonga sim huahauhaua Ela é doidinha, né? hahah CONTINUEI MINHA GATA, ESPERO QUE GOSTE.
      obg viu? <333
      bjs anjo.

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  3. COMO VOCÊ PODE PARAR AÍ?????
    ISSO NÃO É NADA LEGAL TA BOM?
    VOCÊ É MUITO MALVADA!!!!!!
    Não acredito que ele está aí!! Estou tão feliz que ele volto!!!!!! NÃO ACREDITO QUE ELA CONFUNDIO A VOZ DO JUSTIN COM DO CARINHA LÁ!!!!! COMO ELA (EU) É LERDA!!!

    Enfim CONTINUAAA, por favor posta rápido... Estou anciosa *-*
    -Hayley

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    1. Aaaah!! Eu tenho 14 anos também... Faço 15 no dia 3 de março, quase perto do niver do Jubs.. E eu vou estar esperando meu presente ta bom?? Se possível me de o Justin de presente ou algum da One Direction ou o Austin Mahone ou a Ariana Grande (Minha Diva *-*)... Hehehe nem sou folgada néh?!?!?!?
      -Hayley

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    2. Hayley do meu coração <333 Ai, você é uma linda, sério *u*
      sim, ele voltou com tudo hauaha Ainda tem muita coisa pela frente...
      Continuei, amor, desculpa a demora <3
      JURA? AAA BATE AQUI O/ hauhauha VOU TE DAR ALGUM DELES, SIM HAHAHA (Tentar) E de bônus por vc ser uma das minhas fieis leitoras vou escrever um short e te dar de presente <3
      Bjs anjo e obg <3

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obrigadaaa por comenta
espero que tenham gostado bjbj